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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tempo....(Luiz Artur Rocha de Almeida)

Naquele salão que estampava o rosto do Mal. Floriano Peixoto eu encontrei com o Roque, a Marluce, a Jaqueline, a Vitória e o Zé Peixoto...Todos “Peixotos”...Juntaram-se a mamãe, a mim e a Teca para celebrarmos um momento mágico, fraterno e eterno...notei que todos estavam felizes, satisfeitos e acima de tudo honrados por fazer parte, e presenciar o lançamento do Livro “As Faces do Tempo”.

Quando o apresentador “Paulo Poeta” leu as poesias “ A fúria de Setembro”, “O Rio” , e o “O Perfume” todos silenciaram e tiveram a certeza de estavam diante de uma grande Poetisa, e era simplesmente a Teca, a Filha da Nadyr Peixoto e do Luís Gonçalves, a Teca que ouviu muito o apito da fábrica Carmem chamando o pai dela para o trabalho, a Teca que assistia durante a noite escura do Porto Grande o brilho das “Tochas da Lagoa “ ( A Manguaba), enfim, a Teca que ouvia com encanto as “estórias encantadas” do sertão Paraibano. Lá estava a Teca lançando seu livro encantado , a Terezinha que , como disse “”Alba Correia” - “viveu entre três mundos” e agora encanta a todos com sua poesia única.

Minha irmã estava triste...nitidamente dava prá perceber que ela sentia a falta do ombro perfumado do seu velho pai, sentia também a falta de sua irmã mais velha, do seu irmão mais velho, da sua irmã mais nova e do seu irmão caçula...seria bom que todos estivessem ali para dividir aquela doce responsabilidade com ela, porém as faces do tempo nos faz enveredar por muitos caminhos e nos distancia uns dos outros, é a vida...mas, mesmo assim, ela estava feliz, afinal tinha acabado de realizar o seu grande sonho.

Acho que meu pai ia gostar de vê-la naquele momento...acho que o velho Juriti gostou...

L.A.

Saudades...

Aqui em Paris, o frio começa intenso... a noite jah começa as 16h00 e dá uma tristeza só de ohar lá fora... as vezes tenho me sentido muito só, e o Bira está aqui, imagina!!! Também sinto saudades do tempo de criança lá minha aldeia... em um tempo onde as pessoas eram mais verdadeiras... mais amigas.. mais amorosas.. porque tinham mais tempo... não existia nem telfone no sitio de meus avós... mas algumas coisas continuaram iguais, como o cheiro de manga rosa, de lima, de pitangas... o vento continua a balouçar suavemente as arvores em um suave acalanto de ninar... a poesia ainda respira no ar e os sapotis maduros, continuam a adoçar nosso paladar.... as jacas do sitio do meu tio João continuam lá, mas as flores do jardim de minha dinah Rosália!!! Ah qta saudade... estas estão quase a secar!!! as vezes quando vou a Marechal, saio meio que sorrateiramente em minha solidão e dor, e vou até aporta da casa dos meus padrinhos, na esperança de reve-los de que eles talvez estejam por lá.. a me chamar: .. Maria... chegou quando?? não vai ficar aqui em casa?? lá!! o silência eh minha resposta e assim.. choro.... ateh o coração secar a dor.. e saio reabastecida, com nova energia para mais uma vez continuar... eh melhor ser alegre que ser triste jah dizia o poetinha V. de Morais... e assim sigo a vida... hoje bem longe, do outro lado do oceano!!!
Este texto foi parte de uma mensagem que encaminhei a minha prima Robelza!! em 23 de novembro de 2009.